A Diretoria de Publicações, através do projeto “AFETOS: PASTOREIROS DE ALMAS”, compartilha mais uma de suas edições. Para celebrarmos o dia dos pais, com profundidade, José Cesário Francisco Junior, membro efetivo com funções didáticas da SBPRP, nos brinda com uma experiência estética, contemplando alcances e complexidades da função paterna.

Função Paterna

por José Cesário Francisco Junior

Leitor 1O que acontece com os autores escritores que nos inícios postam agradecimentos a seus pais?

Leitor 2Você está como a gramática, preconceituoso e machista!

Leitor 3Agora virou moda!!!!

Leitor 1Está me parecendo que anda lendo Shakespeare!

Leitor 3Se não for erudito chato, do que está falando?

Leitor 1Do demônio!!

Leitor 3Quer dizer que o problema remonta para antes da Humanidade…

Leitor 1Eu só perguntei a respeito dos autores escritores, e pelo jeito, a conversa está se estendendo.

Leitor 2E você pensa que é pouco? A sua pergunta gera outras, supostamente uma pergunta geradora de novas questões.

Leitor 1Como eu preciso escrever sobre pai, função paterna, creio que posso supor que a ideia de originalidade advém daquilo que é original, gerador, do casal: pai e mãe.

Leitor 2Lembrei que fui a um jantar de um amigo, e do diálogo dos seus filhos conosco.

Leitor 3Você não está esquecendo que hoje em dia as coisas mudaram?

Leitor 1Não!! As mudanças também podem ser discutidas. Estou querendo focar um assunto para escrever!

Leitor 2A conversa se passou mais ou menos desse jeito:

Filho – Mamãe, porque eu não posso dormir na sua cama, e nem entrar em seu quarto sem bater na porta?

Filho 1 – O papai é mandão!!

Filho 2 – O papai sabe o que faz, inclusive conversar com a mamãe sobre como manter a intimidade deles!

Filho 1 – Então deve ser ele que manda a gente fechar a porta quando a gente vai ao banheiro!

Mãe – Por que você pensa que é ele e não eu?