
Que bonito é…
ver a rede balançando
Assim começava uma canção que homenageava Deuses do futebol no antigo canal 100 do cinema preto e branco.
Mas nem só de heróis da bola vive o Brasil.
Existiu um herói que passou por nós e hoje habita em outro panteão de glória.
Nascido de uma princesa sem reino, logo aos seis anos é levado para aprender.
Criança, estuda e mostra uma inteligência rara.
Moço, exerce liderança e une-se a grupos que lutam pela liberdade e autonomia.
Homem, casa-se com uma mulher rei, tem três filhos e um povo parceiro, democrático, diverso e produtivo.
Irrequieto, é perseguido e morto.
Sua companheira se joga do penhasco para não ser capturada.
Muitas histórias circulam sobre ele. Algumas verdadeiras e comprovadas.
Muitas falsas e lendárias.
Zumbi era seu nome.
Palmares seu legado.
Dandara sua mulher-símbolo.
20 de Novembro: dia de sua consciência.
Consciência Negra, consciência de raça e trabalho.
“Quando Zumbi chegar o que vai acontecer?
Zumbi é Senhor das Matas
É senhor das demandas
Quando Zumbi chegar
É Zumbi quem manda
Eu quero ver”
-Jorge Benjor
No próximo dia 20, iremos comemorar o Dia da Consciência Negra no Brasil. Como o poema acima nos conta, a data foi escolhida em homenagem a Zumbi dos Palmares e foi o dia em que ele foi capturado e morto por ordem estatal, em 1695. Zumbi é símbolo de resistência e luta pela liberdade, pois liderou o maior quilombo da história, um herói da luta antirracista. Lembre-se bem: dia 20 é dia de celebrar o povo negro e seu protagonismo na construção de nosso país.
Não é dia de dizer que somos todos humanos, pois ainda que sejamos sim todos humanos, os brancos inventaram o conceito de raça para justificar a escravização e comércio de africanos raptados em seus países e desde então, o mundo ficou dividido.
Comissão do programa Sankofa da SBPRP
Josimara Magro Fernandes de Souza – coordenadora
Carla Cristina Pierre Bellodi
Cybelli Morello Labate
Denise Zanin
Josiane Barbosa Oliveira
Luciana Mian
Mauro Balieiro
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