A Diretoria de Publicações da SBPRP, através do seu Projeto “Celebrando” e do Grupo de Estudos de Melanie Klein, comemora a data eternizada de 30 de março: data do nascimento de Melanie Klein, que hoje comemoraria cento e quarenta e dois anos.
O Grupo de Estudos inicia compartilhando conosco registros interessantíssimos de expressões e captações de Klein, seguidas de algumas de suas contribuições originais à psicanálise. Confiram!

James Gammill, 1998, generosamente transcreve uma passagem de sua experiência pessoal com Klein.
Ela diz: “Graças a Deus, dr. Gammill, o senhor não interpretou inveja nesse material, pois não havia nada que dissesse respeito a isso. Essa semana toda teve gente que me trouxe material e interpretou a inveja, quando não havia nenhuma prova clínica para tanto. O senhor sabe, não sei se a minha obra vai ser estruída pelos meus partidários mais fervorosos ou pelos meus piores inimigos! Aconteceu o mesmo toda vez que escrevi um artigo importante, trazendo conceitos novos. Alguns romperam comigo por causa
desse novo conceito; outros quiseram acreditar que esse novo conceito trataria e explicaria tudo.”
Essa citação revela toda a genialidade e preocupação de Klein com os dogmas dentro de uma ciência tão importante e complexa como a Psicanálise.
Essa era Melanie Klein!

Em 30 de março de 1882 nascia, em Viena, Melanie Reize; talvez a mulher mais conhecida e festejada da Psicanálise, por trazer novas e importantes contribuições às idéias de Sigmund Freud.
Com uma personalidade forte e criativa, Klein, já com seus três filhos torna-se membro da Sociedade de Budapeste. Ela mergulha profundamente na mente infantil, descortinando-a e desenvolvendo a técnica do brincar, ampliando em muito o que se conhecia por Psicanálise infantil na época. Posteriormente, já em Londres suas ideias sobre o universo primitivo da mente infantil foram rapidamente expandidas.
Conceitos importantíssimos como: fantasia inconsciente, emoções inconscientes, simbolização, inveja, gratidão, angústias primitivas, conceito de posições (esquizoparanóide e depressiva) e ênfase ao manejo da transferência negativa além da positiva, deixam evidentes a sua sensibilidade clínica e capacidade teórica.
Grosskurt,1992, ao se referir à Klein escreve: “Melanie Klein era uma personificação das teorias que construiria mais tarde: o mundo não é uma realidade objetiva, mas uma fantasmagonia povoada com nossos medos e desejos”. Em 1937, Klein conjectura algo muito importante: ”Se, no fundo da nossa mente inconsciente, conseguimos liberar até certo ponto os sentimentos que temos pelos nossos pais do
ressentimento, se os perdoarmos pelas frustrações que tivemos de sofrer, então podemos ficar em paz com nós mesmos e amar os outros no verdadeiro sentido da palavra.”
A criança e a sua mente, a partir de Klein, deixam de ocupar um lugar de insignificância e passam a representar uma espécie de mapa orientador para a compreensão da mente humana pela Psicanálise.
Assim é até hoje! Suas idéias têm orientado muitos outros desenvolvimentos na Psicanálise atual.
Feliz aniversário grande “Mestra”!
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Grupo de Estudos “Melanie Klein” – SBPRP
Maria Aparecida G. Galiote B. Pelissari – Coordenadora
Sônia Maria M. E. Mestriner – Coordenadora
Alessandra P. T. Stocche
Ana Carolina A. Malheiro
Ana V. Guelli Ribeiro
Arlindo G. Ribeiro
Cristina Mendonça
Denise Lea Moratelli
Fabiola A. J. Martin
Helena L. A. Furtado
Luciano Bonfante
Magda M. M. Colli
Maria Luiza S. F. Borges
Maria Roseli P. Galvani
Marta D. Sotelino
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