No mês de junho, mês do orgulho, celebramos a existência da comunidade LGBTQIAPN+. Período em que as conquistas recebem destaque e a luta constante por direitos se faz presente.

O Grupo de Estudos: “Reflexões sobre as múltiplas manifestações da sexualidade”, da SBPRP, atualmente sob coordenação de Maria Bernadete F. de Oliveira, nos trás uma profunda e abrangente reflexão, destacando também importantes memórias.

Confiram e aproveitem

Dia do Orgulho LGBTQIAPN+

O dia 17 de maio é o dia internacional de combate à homofobia. Nessa data, no ano de 1990, a OMS retirou o homossexualismo da lista de transtornos mentais do CID (Código Internacional de Doenças). A partir desse momento o homossexualismo perdeu o sufixo “ismo” e passou a ser homossexualidade, sem a antiga conotação patológica. E no dia 28 de junho é o dia de celebrar a diversidade sexual – dia do orgulho LGBTQIAPN+. Essa data tem origem na chamada “Revolta de Stonewall”, ocorrida em Nova York em 1969, um marco histórico nos movimentos de luta por reconhecimento dos direitos das pessoas LGBTQIAPN+.

Vivemos no Brasil um cenário contraditório: de um lado um reconhecimento cada vez maior da diversidade sexual e de gênero, com conquistas e ampliação dos direitos da população LGBT (a Parada gay de 2004 foi um marco histórico com o slogan “Temos família e orgulho!”). Por outro lado, testemunhamos diariamente denúncias que revelam violência e discriminação contra essa população, numa desqualificação e desumanização do outro que foge à heteronormatividade.

A psicanálise nos mostrou a importância do inconsciente e o quanto nosso mundo mental é complexo. As construções de expressões do desejo humano e de apresentações de gênero são múltiplas e variadas. Não há como escrever no singular algo que não tem como ser unificado: não existe “a heterossexualidade”, “a homossexualidade”, ou a “a transsexualidade”. O que existem são manifestações plurais e heterogêneas que não se prestam a explicações simples, patologizantes e reducionistas.

Estamos diante de questões relacionadas à identidade e às identificações e se faz necessário pensarmos em uma psicanálise implicada, que possa expandir a nossa escuta, auxiliando cada um a ser “si-mesmo”. Freud, em A questão da análise leiga (1926), já apontava que a psicanálise tem de estar sempre aberta para revisões. Parafraseando Ema P. Leiras (psicanalista da APU), temos a dupla função de atualizar nossas teorias diante dos enigmas da sexualidade e, por outro lado, ajudar o sujeito a se livrar de suas máscaras e de seus pontos cegos.

Grupo de estudos “As múltiplas manifestações da sexualidade” – SBPRP:

Coordenação: Maria Bernadete F. de Oliveira
Ana Valéria Guelli
Andrea C. P. Lima
Carla P. Bellodi
Cristina de Lollo
Cybelli M. Labate
Denise L. Moratelli
Josimara M. F. de Souza
Maria Aparecida P. Galeoti
Maria Auxiliadora Campos
Guiomar P. de Morais
Julio C. T. labate
Luciano Bonfante
Luiz Celso Toledo
Maria Luisa Piantino
Marta Sotelino